José Kappel

Um amor sobrevive ao outro.

Textos


Houve altercação
na casa do Zé.

Dizem,
dizem, por ai..

Corre notícia
alta,
que na casa
do Zé
quase
passou
um furacão
de arrasa !

E olha,sem paz !

O que essa
gente diz,
diz por ouvir
pra outro falar.

Pois o Zé
encontrou
o Bastião,
seu criado,
às bordas
de sua cama,
azeitada
de puro
óleo
pelas saias,
de sua mulher.

Ela, fazendo
o quê?

Calçando
ferro!

O criado
botando fogo
de puro aço,
na palha
da mulher.

Deu confusão !
Briga, chute,
pauladas, até !
Um quis matar o outro feito um cão !

A mulher, sem saber 
o  que fazer,
- escondeu-se dentro do armário -
enquanto no quarto,
o pau acomia solto,
era chute pra todo lado,
cadeiras voando,
vidros quebrados
uma zona de guerra.

Enquanto a mulher muito viva
estava dentro do armário.

Era um bagunça total !

Vizinhos ouviram
e logo chamaram a polícia.

E foi
um afanar de sangue,
de um  e de outro,
pra lá
e pra cá,
foi uma confusão
de braseiro,
que assustou
até as éguas
mais
ferrenhas !

A mulher saiu do
armário
e se mandou.

Foi pra Rodoviária
e entrou
no primeiro
ônibus 
e até hoje ,
sumiu de vez.

No fim, Zé ficou
de perna quebrada...
o criado perdeu
os dentuços da frente.

E a mulher ?

Dizem as línguas
trepadeiras,
que a mulher,
na outra cidade,
se juntou com um
padeiro,
e até hoje
é a a melhor em fazer massa,
é a melhor roladeira,
pois sabe muito bem moldar, cortar e trabalhar a massa, mesmo que ela tenha sido sovada na batedeira e levado à batedeira de pau cru.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 10/10/2019
Alterado em 10/10/2019


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