José Kappel

Um amor sobrevive ao outro.

Textos

Sombra da Vida
Logo às seis, de começo e sem fim, te
abraço e te enlaço, e logo, pajéns
coloridos nos servem rosas e
esperanças, e depositam também ramos
de dúvidas.

É manhã de Novo Dia.Uma densa mistura
de ontem e hoje.

Um caos apaziguado.

Sei gracioso, que é nosso início, sei ,
enlouquecido, que é também o prenúncio
do fim.

Que cidras sejam servidos e a cubram
de branco.

E que me sirvam vinho, para
que os deuses que nos separam, fiquem
sedentos.

Vou a caminho de um céu que não existe,
e você vai se banhar a sombra de
dos sozinhos.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 13/11/2006


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