José Kappel

Um amor sobrevive ao outro.

Textos

Ah! E me mandam andar...
ah! xô...xô.. - sinal que me mandam andar. mas andar prá onde? já fui prá um canto, visitei outros e, quando tento falar, me mandam andar.

vá procurar sua pradaria, seu campo, seu vale, mas vá viver seu desencanto em outro lugar. - diz um plantonista de poucas idéias.

e assim segue minha vida: tento sonhar com princesas, donzelas, mulheres maravilhosas, mas estas, pela minha experiência, muito sutil, são destituidas de qualquer tipo de carrear.

vivem mais prá aparecer no espelho de ouro dos falidos e serem fronhas de reis.

vazias...bem vazias. não sabem nem dar  pontilhas de comida aos canarinhos. tal ! nem dar carinho !

é espanhoso.

mulher de muito creme e muita noite, vira cobertor de príncipes falidos ou pomposas rainhas embriagadas.

então, me mandam andar. com poros de suor.

vou, vou andar, por nuvens e montanhas e lá gritar com meus arranhos:

de que vale uma vela sem fósforo ?

de que vale uma mulher que nunca viu uma estrela, ou dormiu junto aos anjos de córsega?

e pra terminar, tudo há de rimar, /vou andar e esquecer essas mulheres sem ósculos ! andar e andar até achar uma mulher de ninar !/
José Kappel
Enviado por José Kappel em 04/05/2007
Alterado em 04/05/2007


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