José Kappel

Um amor sobrevive ao outro.

Textos



Longe do esplendor do sol, cabisbaixo diante de tanta luz, oneroso de tanta grandiosidade, pérgulo, sem sombra, oviso, sem ramos de brilhos, sem luas tímidas a remoer o sol de grandezas, fico eu, olhando o início e o fim das coisas que não tem a mínima importância, nem para o céu, nem para a terra.

É habitar a terra do vazio e sonhar em ser rei.


Vejo homens portentosos e pertinentes ao poder, dobrar a esquina da vida e, depois, desaparecer.

Para mim, porém, escravo do tempo e das coisas que fazem a mágica se remediar, parar e se transformar, é um dia tímido. Mas, é meu dia de festa, pois lá estou, descobrindo a vida.

E se faço a festa, levo o bolo.

E se há luz neste borborinho de maravilhas, me sinto atonteado por estar vivo e compreender que cada pedaço do que vejo, é um pedaço de mim.
Tenho penachos dos que vivem somente à procurar pedras.
Mas o circo faz parte da história dos homens...
E é o vazio, a morte ou a insensarez que se aproximam !


 
José Kappel
Enviado por José Kappel em 29/01/2021
Alterado em 29/01/2021


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