José Kappel

Um amor sobrevive ao outro.

Textos


O princípio
bateu em cores
esfuziantes,
carregadas de flores,
do tamanho do mundo,
do tamanho que a gente 
podia abraçar.

 

No princípio foi a hora.

 

No início, éramos esperanças
escondidas na falência.


Depois, os minutos se

aprumaram. Se abrumavam
como cotovias sonolentas.

 

Um dia veio outro dia
e eles não cansavam de
passar, como ave afoita
atrás do ninho.

 

E ninguém é outro dia,
o amanhã não tem dono !

 

E tudo, de repente,
ficou sem sentido,
não havia lados
para lugar nenhum:
o lado de lá era a espera.

 

O de o de cá 

o fundo da água.

 

Que nadava no fundo do poço.

 

Moro no Morro dos Descasos!

 

Sou disponível aos ventos,
e o ao aparato da lua cansada.

 

Dor que buliça o interior
e faz a gente perguntar
de onde veio o senão?

 

Mas cadê a lua?
sempre debruçada no

no meu átrio!

 

Mas cadê a vida?

Sempre perdida nos sonhos
da meia-noite. sem pátria!

 

Mas cadê a cor ??

 

Do amor amigo,
virou amor de brincar.


Fui palha
e você só brincava
de fósforos !

 

E no pricípio foi a hora!

E no final foi a hora

abanada pelo fogo !
 

José Kappel
Enviado por José Kappel em 14/09/2022


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