José Kappel

Um amor sobrevive ao outro.

Textos


Uma vez 
fui
divergente,
noutra complacente 
que sempre 
rimava
com
com a gente.
 
 
Uma vez fui parente
vagando de vez,
a bordo
do vazio,

mas cheio de

ramos de ontem.
 
Azar, já era
quase torto, e
perdi todas
as patentes

até a ata,

que rege o amor.
 
Uma vez fui guerra
e virei bala
de matar.

 

E lá me
adormeci
 rodeado de feridos

com ânsia de pleno vazio.
 
E foi tudo
tão de repente
que o sol se 
fez lua.
 
De verdade,
mas sem quer,
uma pobre
lua que se
escondeu,
com veracidade,
no lado escuro
dela mesmo !
 
Foi quando
o bombordo
virou 
estibordo,
puro e escovado.
 
E descobri
com mãos
de fenecer,
que casa dela sumiu
nas pilastras e fácil
ruiram.
 
E veio o tempo,

sem momento,
que chegou
cheio 
de alento
desejando o fim.
 
E
cumpriu-se
a missão:
todos cairam 
no crasso
esquecimento.

 

E todos,

levados pelo poder,

dos poderosos,

sentiram 

que estavam perto

da morte e da

dor, também

conhecida como

 o fim sem prumo,

de cada um.

 

( Dedicado aos bravios

que vão de arma,

e que voltam em caixas)

 

 

José Kappel
Enviado por José Kappel em 17/09/2022


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