José Kappel

Um amor sobrevive ao outro.

Textos


tal qual !
história de afins:
muitos de amantes
muito de amor!

e hoje,
ao cruzar a avenida
de ontem,
já não lembramos
do que fomos
e muito
mais do que éramos.

é o pó
do tempo
que
invade minha
cidade interior,
meu espírito
sem ramos.

é a faina
que
começa a
dura
luta
de
desfazer
o que criamos,
emudecer
as formas de amor
 e enfurecer-se com
 a falta
da nossa mocidade.

tempo é hoje
e é o que amamos
e vamos amar.


amanhã será
ontem.

simples assim:
sempre andando
para talvez amanhã
à meia-luz
de ontem.

 

e numa hora vesga

de muito vento,

que não marcava nada

virei pó,

e quase-rei

lá no confins do tempo.

José Kappel
Enviado por José Kappel em 24/11/2022


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