José Kappel

Um amor sobrevive ao outro.

Textos

As Ternas Pandoras
vilipédia conheceu valquíria,
um dia assim, claro e rico
de sol malquisto.

conheceram-se tanto,
tanto,
até em bruxarias de calor,
mais tanto,
que se apaixonaram,
tenra e cheia de encanto:
ficaram até
axim e zanzas
de tanto amor.

um dia, só os deuses
explicam,
acabaram-se, por ira
pudor, por ódio sem cor.
e
nunca mais se falaram
nunca mais de viram,
nunca mais se olharam.

tudo porque
vilipédia era mulher
vigorosa e tensa,
e
valquíria também,
mulher atiça e rosa,
sempre cheia  de pêndulos,
sempre batida de ventos
impublicáveis,
mas, perfeitamente,
cabíveis.

o problema é além:
é que vilipédia queria
ser o homem
e valquíria também,

amém !

pelas asas dos
azeus!

que expliquem:
como é complicado
esta história de toca-toca
na terra dos ateus !

José Kappel
Enviado por José Kappel em 02/01/2008
Alterado em 04/01/2008


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